segunda-feira, 5 de outubro de 2009



Pieguice tem limite, mas fazer o que, recurso maldito para tempos difíceis. Difíceis? Um pouco de vento levando pra longe minha vontade incessante de voltar ao ócio do passado. Coisas que vão, entre elas, o tempo. E quanto a isso venho acreditanto na matemática, quando mais tempo passa, menos tempo tenho, matemática básica. Prefiro matemática hype. Menos cruel. Mais válido você não entender nada do que ter que aturar seu relógio cuspir-lhe na cara a carga de sua irresponsabilidade. Mas. Conjunção. O que for, um texto curto. Mas cheio de pausas. Pausas. Boas. E. Velhas. Pausas.


Ensaio sobre 15 minutos de ócio forçado
Felizes os paradigmas, não tem que decidir-se de nada. São.

Olho por uma fresta de janela que me resta no meio do resto dos prédios que se seguem na minha frente e não vejo nada. Não que eu esperasse ver algo. Mas não sei, uma luz, uma nuvem, até uma sujeira presente entre meus olhos e o horizonte, preferencialmente situada na vidraça, que se contenta em ali permanecer, clara, como sempre, transparente. Várias teorias demagógicas poderiam ser criadas a partir daquela vidraça, passando desapercebida pelos olhos daqueles que passam o dia correndo de um lado pra outro, reflete quem lhe convém, deixa a luz passar, ainda assim protege. E a utilidade disso? Não sei. E talvez aí tenha atingido o ponto máximo da minha inteligencia finitia em míseras células pró-ativas, ser cônscio de minha ignorância. Ouso falar "ignorância" em voz alta. Palavrinha estranha, cheia de quinas que saem da boca com certa rapidez, ferindo de canto o lábio, deixando sangrar o ego. Mas é engraçada, fere tanto a boca que a profere quanto os ouvidos que a percebam. E novamente, a utilidade disso? Não sei. A economia segue aí, camuflada com índices otimistas, mas a civilização prossegue como sempre foi, e não me venha falar de economia, foi uma citação retórica. Quem nunca comeu um Big Mac que me venha atirar a primeira pedra. Se vier criticar alguma coisa, venha reclamar do preço do Kinder Ovo, aí sim, saíremos nós dois, com faixas na ruas, manifestando aos quatro ventos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Voltar, intransitivo.





Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz
ou pegar em armas contra um mar de angústias?
E combatendo-o, dar-lhe fim;
morrer - dormir, só isso.




Talvez um ensaio sobre os últimos meses fosse bom para tirar os paranhos e a poeira que cobre de passado um tempo em branco que não fora escrito. Mas quem teria tempo para ler as infinitas páginas que surgiriam por conta de tudo o que aconteceu? Pena que "virar a página" é uma expressão tão clichê.


Nova casa, novas pessoas, novos lugares, amigos. No começo me diziam que era loucura: você tá é querendo abraçar o mundo, que eu sei. Hoje eu acredito mais nos outros, mas ainda assim continuo e prefiro crer que na verdade eu mergulhei nele.


Jornalismo? Infelizmente estou gostando das possibilidades. Falo sim: infelizmente. Quando eu só gostava de teatro e isso me era suficiente eu me sentia bem melhor e mais decidido. Agora ficar dividido não é legal, principalmente porque 24h por dia as vezes são poucas para tudo que eu quero. Mas Teatro? Ah, nisso sim eu posso dizer que mergulhei. Já não me era novidade esse mundo, mas poder respirá-lo todos os dias, entender, ouvir, falar, viver, isso sim se tornou essencial.


Talvez todo esse meio sofra uma revolução editorial, estou pensando se postarei por aqui o meu diário de Improvisação II, as impressões da construção de um corpo-mente através do esgotamento. [Também marcado pelo fim da dicotomia emoção-razão]. Mas só pensando. Talvez permaneça como meu ponto de divagações. E nada mais.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009



Faltam poucos meses para o Festival de Teatro de Curitiba, que neste ano será entre os dias 17 e 29 de março. Confesso que mesmo estando relativamente "longe", já ansio para estar lá de novo, pelo terceiro ano seguido. Com as melhores companhias, é claro. Mas isto serve de recomendação, só quem já provou da magia do teatro tem noção do que estou dizendo [por mais piegas que essa frase soe].







Perspectivas de Mileto:
ou ânsia por pensamentos novos, criações novas, a Idade das Trevas voltou.

Tudo morria a sua volta.
Ouvia gritos, mas só enxergava a escuridão. Ficava mais difícil respirar, e só enxergava a escuridão. Sentia seus pés molhados de sangue, e só enxergava a escuridão.
Foi quando o sol bateu em seus olhos e acordou. Levantou-se da cama e descobriu que estivera acordado.




que minhas mentiras não se tornem verdade.
Haikai dos Tempos Modernos:
a divisão poética que precisávamos, a construção estética que buscávamos, verbos desnecessários.

O vento que entra
certeiro, leva rasteiro
o que já se foi.


Você tem esperança de quê?

O dia em que a Terra parou - 1951 - Direção: Robert Wise


Não consigo fugir dessa maré, então a única coisa que me resta é mergulhar fundo.
Tal qual o filme, estamos em uma semana em que a Terra parece ter parado. Mas diferente das expectativas dos humanos em relação a Klaatu, o clima em Washington é de esperança. Todos pararam para assistir ao mais novo acontecimento do século, a eleição de um presidente negro nos EUA. Talvez seja um símbolo da nova geração ou apenas alguns minutos de demagogia [muito bem estruturados pelo redator Jon Favreau - muitos esquecem de lembrar que existem grandes pessoas atrás dessas figuras].
Mas o que realmente me espanta: as filiais pararam para assistir à mais um espetáculo do showbizz norteamericano. Devemos tanto respeito à matriz?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


"Tirando uma onda com a galera", Obama se tornou o mais rentável souvenir da história. Depois de algumas infelizes tentativas de se lançar na mídia, a máscara de carnaval versão Dilma Roussef será deixada de lado: a promessa para o carnaval é com o nosso Barack.
Mas a Dilma pode se defender, em 2010 o país vai dançar na onda dela.
Largando todo o veneno de lado, eu vou deixando uma dica de leitura: não leiam Augusto Cury. Fato. E para quem tem um pé na high e quer aprender novas formas de criticar o socialismo, leiam: A Revolução dos Bichos. Para aqueles que não entederem, tem uns porquinhos legais que já valem a pena...
Talvez mais tarde eu volte com algumas perdas de tempo, desperdícios literários.
Um abraço, e não esqueça: "Yes, we can!".

domingo, 18 de janeiro de 2009

Photobucket
Voltando com o intuito de mudar o mundo, ao lado de quem o fará comigo. Ou não.